Davi Simão Junior https://davijunior.com.br My WordPress Blog Thu, 31 Jul 2025 17:34:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 8 coisas que aprendi quando dirigi um curta-metragem que todo Profissional de Marketing deveria saber https://davijunior.com.br/2025/07/31/8-coisas-que-aprendi-quando-dirigi-um-curta-metragem-que-todo-profissional-de-marketing-deveria-saber/ https://davijunior.com.br/2025/07/31/8-coisas-que-aprendi-quando-dirigi-um-curta-metragem-que-todo-profissional-de-marketing-deveria-saber/#respond Thu, 31 Jul 2025 17:10:00 +0000 https://davijunior.com.br/?p=240 Em 2019, mergulhei no universo da produção audiovisual durante o curso Cinema e Literatura oferecido pela ONG Vida.com. A experiência culminou na realização de um curta-metragem de 15 minutos, uma adaptação da obra de Machado de Assis, “O Alienista” que batizamos de “Dossiê Bacamarte“.

Foram 6 meses de intenso trabalho em que minha mente ficava quase que 24 horas pensando em soluções para os limites que tínhamos de orçamento, locação, produção e tempo para gravar.

O que eu não esperava é que essa jornada cinematográfica me ensinaria lições valiosas, surpreendentemente aplicáveis ao dinâmico mundo do marketing.

Compartilho aqui 8 aprendizados que, acredito, todo profissional da área deveria conhecer:

1 – É PRECISO UMA PREMISSA DIFERENTE PARA FAZER ALGO DIFERENTE

Assim como no cinema, onde uma ideia original e instigante é o ponto de partida para um filme memorável, no marketing, destacar-se requer uma abordagem que fuja do lugar comum. Adaptar “O Alienista”, uma obra literária com nuances psicológicas complexas, exigiu uma visão singular para traduzir sua essência para a linguagem audiovisual.

Já houveram muitas maneiras de adaptar obras de Machado de Assis na TV e cinema, por isso, queríamos algo diferente. A solução foi dar voz a todos os personagens que conviveram com Simão Bacamarte no século XIX em um fake documentário em que o barbeiro, o boticário, o padre, a esposa e as pessoas comuns da cidade podiam dar depoimentos sobre o Alienista de Itaguaí. Não apenas levamos o livro para o filme, mas usamos as vantagens do filme para contar a história de um jeito que quebrasse o formato.

No marketing, a busca por ângulos inovadores e narrativas autênticas é crucial para capturar a atenção em um mercado saturado. Nos acostumamos a “saltar anúncio”, pular os “resultados patrocinados” do Google e ignorar todas as imagens piscantes da rede de display. Então que tal pensar numa premissa diferente de envolver seu público? Use os diversos formatos disponíveis de anúncio e interação ao seu favor, criando um conteúdo que gere valor, entretenha e distoe do que o seu público espera.

2 – EQUIPE É FUNDAMENTAL. E LIDERANÇA TAMBÉM

Dirigir um curta-metragem é um exercício de colaboração intensa. Cada membro da equipe – da direção de fotografia à sonoplastia – desempenha um papel crucial na concretização da visão do diretor. “O Alienista” só ganhou vida graças ao talento e dedicação de cada pessoa envolvida.

No entanto, cada engrenagem só funciona plenamente com uma liderança eficaz. Assim como um maestro rege uma orquestra, o diretor precisa inspirar, motivar e guiar a equipe em direção a um objetivo comum.

No marketing, o talento individual é crucial, mas é a liderança que orquestra as habilidades, alinha os objetivos e garante que a equipe trabalhe em sinergia para alcançar resultados extraordinários. Estrategistas, criativos, analistas e especialistas em diversas áreas só trabalham em sinergia e com confiança para alcançar os objetivos da campanha quando estão seguros em ambiente confiável, confortáveis para contribuir com ideias e motivados em chegar ao resultado final. E cada um desses tópicos só é alcançado com uma liderança eficaz.

3 – BRAINSTORM É ESSENCIAL PARA UM BOM ROTEIRO

A adaptação de um livro para um roteiro de curta-metragem exigiu inúmeras sessões de brainstorming. Discutir ideias, explorar diferentes interpretações e refinar a narrativa foram etapas cruciais para chegar a um resultado conciso e impactante. Uma das coisas mais gostosas eram as gargalhadas que dávamos a cada ideia que parecia absurda no começo, mas que ia se moldando até um formato que fizesse sentido para o audio-visual, para o público e para a produção.

No marketing, a geração de ideias através de brainstormings criativos é a base para campanhas eficazes. A troca de perspectivas e a liberdade para explorar conceitos são combustíveis para a originalidade de um storytelling que seja interessante para o público e comunique com eficiência a mensagem no meio que está. Por isso, nunca pare na primeira ideia e crie um ambiente, novamente, seguro e confiável para que todas as mentes pensantes possam expressar suas ideias, por mais absurdas que possam parecer.

4 – SEM PRÉ-PRODUÇÃO NÃO HÁ PRODUÇÃO

Para cada cena de “O Alienista”, dedicamos tempo considerável à pré-produção: todas elas precisaram de locações, casting, figurino, storyboard. Essa etapa meticulosa foi essencial para otimizar o tempo de filmagem e evitar imprevistos, pois tínhamos um tempo muito curto para utilizar as câmeras e gravadores da ONG.

Sem um tostão para pagar atores ou locações, fizemos amizades e encontramos sonhadores como a gente que queriam dar luz a um filme. Tivemos a ajuda da barbearia, a unidade de gestão da cultura da cidade e até de uma igreja que nos cedeu espaço para gravação!

No marketing, a pré-produção – o planejamento estratégico detalhado, a definição de personas, a escolha de canais e a criação de um cronograma – é o alicerce para uma execução bem-sucedida. Se no cinema precisamos de atores, figurino e storyboard, numa campanha precisamos conhecer as dores, desejos e comportamentos da persona.

O caos de um dia de gravação sem os atores ensaiados ou o cenário construído é o mesmo de uma campanha onde os canais não são onde seu público está e a frequência de cada veiculação não atende à necessidade de visão com o público.

5 – A DECUPAGEM É UM EXERCÍCIO INDIVIDUAL, MAS…

A decupagem, o detalhamento técnico de cada plano do filme, é um processo solitário e fundamental para o diretor. É nesse momento que a visão se traduz em instruções precisas para a equipe de filmagem.

Lembro até hoje das noites de exercícios e exercícios de imaginação sendo combiandos com a teoria: os modelos de plano e os movimentos de câmera. Todo processo de direção exige muita energia, mas aqui, também exige muita criatividade e muito repertório para pensar em tomadas diferentes e que atendem às necessidades da história e do seu público combinados com os recursos técnicos que você tem para produzi-lo.

Mas… É bem comum que na hora da gravação, dos vamos ver, mais ideias se unam a da decupagem programada e novos enquadramentos e maneiras de gravar sejam aperfeiçoados, mudados, reformulados ou criados do zero pela necessidade de adaptação.

No marketing, a decupagem dos objetivos, métricas e o detalhamento das ações a serem tomadas são tarefas que exigem foco e clareza (muita teoria) e também muita criatividade para garantir a coesão com a estratégia. Como no cinema, o Gestor de Marketing precisa de repertório e criatividade para propor ações que atendem às necessidades da estratégia, mas que também faça sentido para o público-alvo, conhecendo bem a equipe que tem para usar o melhor que eles conseguem produzir.

A vantagem, nesse caso, para o marketing é o brainstorm. Não que no cinema não há brainstorm, mas enquanto a decupagem de tomadas do diretor de um filme precisa ser individual para garantir a “arte” da coisa, o gestor de marketing compartilha sua decupagem estratégica para, em grupo pensar numa solução estratégica que não precisa, necessariamente, da assinatura artística de um gestor, o que importa é o resultado.

Sem contar que a adaptabilidade da hora do “vamos ver” no cinema, precisa ser uma constante no marketing: nem tudo vai estar previsto na hora da concepção, ainda mais num universo onde seus atores não seguem o seu roteiro. Mas vocês verão esses pontos melhor nos próximos tópicos!

6 – É PRECISO OUVIR O ATOR

Durante as filmagens, percebi a importância de ouvir as interpretações e sugestões dos atores. Eles trazem suas próprias vivências e entendimentos dos personagens, enriquecendo a narrativa de maneiras inesperadas.

No marketing, a escuta ativa do público-alvo, o feedback dos clientes e a compreensão de suas necessidades e desejos são essenciais para criar campanhas relevantes e construir relacionamentos duradouros.

Se no cinema os atores são contratados, no marketing o “história” de sucesso que você quer vender depende de atores da vida real que vão, genuinamente, se apaixonar pelo produto, consumi-lo e recomendá-lo.

7 – O DIRETOR É QUEM DÁ A PALAVRA FINAL

Em meio às diversas opiniões e sugestões no set de filmagem, a decisão final sobre a direção a seguir cabe ao diretor. É ele quem precisa manter a visão unificada e garantir que o filme siga a narrativa desejada.  Lembra do que eu disse da “assinatura” do diretor?

No marketing, o líder da equipe precisa ter a capacidade de tomar decisões assertivas, mesmo diante de diferentes perspectivas, para garantir que a estratégia seja implementada de forma coesa e eficaz. Mas o “dono” da estratégia é o Gestor.

Do mesmo jeito que não adianta o diretor de cinema culpar o diretor de arte pelos problemas em um filme que não ficou “claro” para o seu público, não adianta o gestor de marketing empurrar para o copywriter, o designer ou gestor de tráfego a “culpa” pelo fracasso de sua campanha, visto que ele precisa ter um olhar 360º sobre tudo o que envolve cada ponto de contato com o público.

8 – GRAVE, REGRAVE E GRAVE NOVAMENTE

A perfeição é uma busca constante no cinema. Muitas vezes, uma cena precisa ser repetida inúmeras vezes até atingir o resultado desejado. Já viu aquelas piadas em programas de humor com a claquete escrita “Cena 23 – Tomada 283 – Ação”? Sim, isso pode acontecer! Ainda mais em uma cena curta!

No marketing, a mentalidade de testar, medir e otimizar continuamente as campanhas é fundamental no Growth Marketing. A análise de dados e a disposição para ajustar a rota são cruciais para alcançar os melhores resultados em cada teste. Por isso a importância de fazer testes curtos e rápidos para entender o que funciona e, aí sim, escalar ela para obter grandes resultados.

EXTRA (POR QUE EU AMO CENAS PÓS-CRÉDITOS)

É necessário avaliar os aprendizados: Após a finalização e exibição de “Dossiê Bacamarte”, a reflexão sobre o processo e os aprendizados foi tão valiosa quanto a própria produção. Identificar os pontos fortes, os desafios e as lições aprendidas permitiu um crescimento pessoal e profissional significativo. No marketing, a avaliação pós-campanha, a análise de resultados e a identificação de oportunidades de melhoria são etapas essenciais para o aprendizado contínuo e o aprimoramento das futuras estratégias.


A experiência de dirigir um filme inspirado em “O Alienista” de Machado de Assis em 2019 foi muito mais do que uma atividade acadêmica. Foi um mergulho em um processo criativo complexo que me proporcionou insights valiosos sobre liderança, colaboração, planejamento e a busca pela excelência.

Essas lições, aparentemente distantes do universo do marketing, revelaram-se ferramentas poderosas para navegar com mais eficácia e criatividade no desafiador cenário da comunicação e dos negócios.

Agora, convido você a assistir o Dossiê Bacamarte. O formato é um docu-drama (que nos rendeu até prêmio, uhull!) que combina Humor Satírico, Drama Simulado e Jornalismo Fictício.

Bom filme!

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8 coisas que aprendi com histórias fantásticas que todo empreendedor deveria saber https://davijunior.com.br/2025/07/01/8-coisas-que-aprendi-com-historias-fantasticas-que-todo-empreendedor-deveria-saber/ https://davijunior.com.br/2025/07/01/8-coisas-que-aprendi-com-historias-fantasticas-que-todo-empreendedor-deveria-saber/#respond Tue, 01 Jul 2025 16:50:31 +0000 https://davijunior.com.br/?p=194 Você já deve ter lido alguma grande saga da literatura moderna como Harry Potter e Jogos Vorazes ou algum clássico O Senhor dos Anéis ou Dom Casmurro, certo? Se não, certamente já viu algum filme de Batman ou Star Wars ou algum desenho animado como O Rei Leão ou Os Cavaleiros do Zodíaco. E se não leu ou assistiu nenhum dos exemplos anteriores, imagine alguma história que você tenha ouvido que você tenha gostado muito e use ela como referência ilustrativa para pensar no que será apresentado a seguir.

Afinal, para o curioso empreendedor que acessou essa matéria, a alegoria pouco importa para exemplificar cinco coisas que aprendi nos livros de literatura, pois todas as histórias mais clássicas e empolgantes seguem a teoria do monomito, um conceito de narratologia descrita por Joseph Campbell em seu livro ” O Herói das Mil Faces” que se aplicam a toda jornada que toda pessoa que decide investir em um novo negócio passará até alcançar o sucesso, ou como o autor descreve: o grande elixir.

1 – Saia do mundo comum

Do mesmo jeito que Harry Potter vivia uma vida comum na Rua dos Alfeneiros nº4 até receber sua carta para Hogwarts, o empreendedor tem algum tipo de vida comum antes de começar seu negócio: seja trabalhando em uma empresa, estudando nos moldes convencionais ou mesmo fazendo trabalhos domésticos em casa.

Assim como a carta de Hogwarts vem como um chamado à uma mudança de vida para Harry, em algum momento o empreendedor tem uma ideia ou alguma oportunidade que vai mudar todo o “modus operandi” de sua vida. É a passagem do estágio Mundo Comum para o Chamado descrito por Joseph Campbell.

2 – É normal resistir

Nenhum protagonista de sua história aceita o chamado logo de primeira. Luke Skywalker se recusou sair de Tatooine quando Obi-Wan Kenobi o chamou para salvar a princesa Leia pois argumentou que havia muito trabalho para fazer na fazenda de seus tios. Do mesmo jeito, é muito comum o empreendedor ficar preso a pensamentos como “isso é bobagem”, “de tantas pessoas no mundo, porque logo eu?” ou “isso nunca daria certo” até aceitar seu chamado.

Muitas vezes, é preciso um “empurrãozinho” da vida para tomar uma atitude mais corajosa. Assim como Luke precisou chorar o assassinato dos tios para sair de seu planeta natal, é muitas vezes uma demissão, alguma doença ou alguma impossibilidade de seguir em seu lugar comum que desperta a atitude empreendedora. Por isso, quão mais aberta e mais confiante for a mente do empreendedor e quanto mais você aceitar que tem capacidade infinita de realização, menos traumática será sua virada de carreira.

3 – Você precisa de um mentor

Quando Katniss Everdeen foi tirada do Distrito 12 para participar dos Jogos Vorazes, ela não tinha noção nenhuma de como seguir em frente para sobreviver. Foi quando entrou na história seu mentor, Haymitch, um antigo vencedor dos jogos que servirá como guia para a protagonista.

No mundo do empreendedorismo, as pessoas muitas vezes não investem em suas boas ideias pois não sabem por onde começar, como seguir e não sabem quando estarão prontas para iniciar seu novo negócio. É por isso é necessário um guia para essa ajuda. Essa pessoa pode ser desde um familiar, um professor ou consultor do Sebrae que conheça o ramo onde você quer investir, mas acima de tudo, alguém que lhe ajude com sua estabilidade emocional quando os problemas começarem a surgir e saiba ponderar em momentos críticos, quando você precisar de ajuda.

4 – Aprenda como funciona o novo mundo

Antes de se tornar o vigilante de Gotham, Bruce Wayne rodou todo o mundo todo para aprender o máximo de habilidades que o ajudariam no combate aos criminosos: artes marciais, química, teatro, técnicas de fuga e tantas outras. Após isso, o personagem nunca parou de aprimorar suas técnicas, conferindo ao Batman o título de um dos maiores super-heróis de todos os tempos, mesmos não tendo superpoder algum.

Por isso, antes, durante e após iniciar seus investimentos, o empreendedor nunca deve deixar de estudar seu produto, seu público-alvo, as formas de vender e as maneiras de comunicar-se com seus clientes para nunca deixar de inovar e assim melhorar seu negócio e se destacar no mercado em atua.

5 – Aliados são fundamentais

Bentinho havia se apaixonado por Capitu e não queria mais estudar no seminário, mas não tinha ferramenta emocional para explicar para a mãe que o sonho dela não era mais o dele. Foi quando a própria Capitu começa a se aproximar da mãe do garoto para facilitar o retorno de seu amado.

No mundo empresarial, você não poderá fazer tudo sozinho. É difícil de aceitar, mas ninguém é autossuficiente ou tem tempo para dominar todas as técnicas necessárias para alavancar seu negócio até o topo sem a ajuda de ninguém. É nesse ponto que você precisa criar relacionamentos com pessoas habilidosas e tão motivadas quanto você para auxilia-lo.

Seu parceiro pode ser um funcionário, um freelancer, um fornecedor ou até mesmo seu concorrente. A parceria ideal é aquela em que ambos ganham, por isso seja sempre sincero com seu aliado.

6 – Você vai passar por muitas provações

Quem assistiu as aventuras d’Os Cavaleiros do Zodíaco sabem quantas vezes eles foram derrotados e quantas vezes eles caíram aos pés dos inimigos. O diferencial de Seiya e os outros frente aos seus adversário foi sempre se adaptar ao novo cenário, se levantar novamente e não desistir, independente do quão impossível pudesse parecer o novo desafio.

Do mesmo jeito funciona no mundo do empreendedorismo. O seu negócio vai, várias e várias vezes, passar por provações que muitas vezes parecerão impossíveis de serem vencidas: um novo concorrente, um produto que substitui o seu, um investimento errado na hora errada ou uma decisão que coloca em cheque o que você faz. O importante é não desistir, saber se adaptar, mudar quando necessário e seguir em frente cada vez que a coisa parecer mais difícil.

7 – Nunca esqueça suas origens

Simba não teve outra alternativa a não ser sair da Pedra do Rei quando seu pai foi assassinado, mas voltou para salvar seu reino quando alcançou a maturidade, os aliados e a força necessária enfrentar seu tio usurpador do trono. Ele conquistou e levou seu elixir para suas origens.

Muitas vezes o empreendedor entra no modo automático e esquece que, muitas vezes, desejou a independência financeira apenas para passar mais tempo com seus familiares ou ter uma qualidade de vida melhor e cai na armadilha de criar e alimentar um novo mundo comum.

Se não fosse Nala e Rafiki lembrar a Simba dos valores que eram importante para ele, possivelmente ele teria passado a vida toda longe de quem ele mais amava. Por isso, ao investir em um novo negócio, você sai de um cenário para entrar em outro, mas nunca deve se esquecer qual foi o seu impulso inicial, quem foram as pessoas e o porquê de você ter iniciado seu negócio.

8 – No final tudo acaba bem

Calma, calma. Eu sei quem em vários dos livros e filmes usados para ilustrar a matéria, nem todo final é como o de um conto de fadas. Independente disso, nenhum deles tem um final trágico, todos os protagonistas que seguiram a jornada do herói evoluíram como personagens e alcançaram o elixir no final: seja a derrota de Voldemort, a liberdade dos 13 distritos, a destruição do anel ou a paz na Terra.

O fato é que a jornada pode trazer algumas perdas, mas o sucesso é sempre o destino final. Se você ainda não alcançou seu elixir, é porque a sua jornada pessoal ainda não acabou e você ainda precisa de mais conselhos do seu mentor, mais aprendizado, mais parceiros e ainda tem muitas provações pela frente.

Apenas não se esqueça da sua motivação inicial pois, muitas vezes, você já conseguiu seu elixir várias vezes durante a sua jornada!

***

O monomito de Joseph Campbell ainda tem muitas outras etapas que descrevem a jornada do herói e que podem auxiliar na jornada pessoal de todos. Além da leitura original, recomendo também o documentário “O Poder do Mito” e o livro com a adaptação da produção para aprender mais sobre o assunto. Enquanto isso, descreva nos comentários em qual fase de sua jornada você está e se muitas vezes você também se sente como um protagonista de histórias fantásticas!

Assista a versão em vídeo:

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Você disse Leads? Aprenda a localizar as pessoas certas no Linkedin https://davijunior.com.br/2025/06/28/voce-disse-leads-aprenda-a-localizar-as-pessoas-certas-no-linkedin/ https://davijunior.com.br/2025/06/28/voce-disse-leads-aprenda-a-localizar-as-pessoas-certas-no-linkedin/#respond Sat, 28 Jun 2025 17:27:00 +0000 https://davijunior.com.br/?p=249 O Social Selling Index (SSI) do LinkedIn é tipo o seu “termômetro de popularidade profissional online”, só que em vez de medir quantos corações você recebe nas fotos do seu almoço, ele calcula o quão bom você é em usar o LinkedIn para fazer negócios.

Ele te dá uma nota (de 0 a 100) com base em quatro pilares:

  • estabelecer sua marca profissional (ser o “influencer” do seu nicho),
  • encontrar as pessoas certas (o Sherlock Holmes dos leads),
  • interagir com insights (o comentarista VIP das postagens relevantes)
  • construir relacionamentos (o mestre de cerimônias da sua rede).

Descubra seu SSI aqui: https://www.linkedin.com/sales/ssi

Se sua nota tá baixa, relaxa! É só um incentivo para você sair das sombras do LinkedIn e começar a brilhar como um vendedor de pamonha em festa junina!

Meu item mais baixo era o “Localizar as pessoas certas”. Por isso comecei a pesquisar um pouco como usar melhor as ferramentas de busca e resolvi transformar as dicas em um artigo listando 7 dicas para você virar o Sherlock Holmes e encontrar os leads certos da rede!

Primeiro, pense que você precisa usar as ferramentas de busca e os filtros avançados da plataforma de forma estratégica. Pense no LinkedIn como uma grande festa profissional no Parque da Uva em Jundiaí (já que eu sou daqui!), e você quer encontrar não só gente legal, mas as pessoas que podem te ajudar a alcançar seus objetivos.

Aqui vão alguns insights com bom humor para te guiar nessa caça ao tesouro profissional:

1. Seja Específico como um paulista falando de café:

Em vez de procurar por “marketing”, seja mais específico: “gerente de marketing digital em empresas de tecnologia em Jundiaí”. Quanto mais específico, menor o risco de convidar para conversar o padeiro da esquina (a não ser que você precise de um bom pão para o coffee break da firma!).

Use palavras-chave relevantes para o que você procura. Pense nos termos que essas pessoas usariam em seus perfis.

2. Abuse dos Filtros como se não houvesse amanhã (ou como se a coxinha da padaria estivesse acabando):

O LinkedIn oferece uma variedade de filtros. Explore-os! Você pode filtrar por:

  • Localização: Essencial para encontrar gente em Jundiaí ou na região que te interessa.
  • Setor: Quer falar com alguém da indústria automotiva? Filtre por isso!
  • Cargo atual e anterior: Busque por “gerente de RH” ou alguém que já trabalhou em uma “startup”.
  • Nível de senioridade: Precisa falar com um “diretor” ou um “analista”? O filtro te ajuda.
  • Conexões: Veja pessoas que são conexões de suas conexões (o famoso “amigo do meu amigo é meu quase amigo”).
  • Empresas: Quer se conectar com alguém daquela empresa dos seus sonhos? Filtre por ela.
  • Escolas e formação: Ex-alunos da mesma faculdade podem ter sinergia.
  • Interesses e grupos: Pessoas que participam dos mesmos grupos que você provavelmente têm interesses em comum.

3. Use o “Boolean Search” como um mestre do “Ctrl+F”:

O “Boolean Search” no LinkedIn é como dar superpoderes para a sua busca profissional, permitindo que você use palavrinhas mágicas como “E”, “OU” e “NÃO” para refinar sua procura por pessoas e vagas. Em vez de só jogar um monte de termos aleatórios e esperar que o LinkedIn te entregue o universo, você se torna um maestro da busca, orquestrando exatamente quem você quer encontrar.

Aqui as principais:

  • AND: Para encontrar perfis que contenham todas as palavras-chave (ex: “marketing AND digital”).
  • OR: Para encontrar perfis que contenham qualquer uma das palavras-chave (ex: “CEO OR Fundador”).
  • NOT: Para excluir termos (ex: “gerente de projetos NOT júnior”).
  • Aspas (” “): Para buscar uma frase exata (ex: “especialista em SEO”).

4. Seja Observador como um detetive de RH:

Analise os perfis das pessoas que aparecem nos resultados. Veja se a experiência, as habilidades e a descrição correspondem ao que você procura. Não se baseie apenas no cargo!

5. Personalize seus convites como se estivesse convidando para um churrasco em casa:

Não envie convites genéricos! Mencione algo específico sobre o perfil da pessoa, um interesse em comum ou como você acredita que a conexão pode ser benéfica para ambos. Uma mensagem personalizada aumenta muito a chance de aceitação.

6. Participe de grupos relevantes como se estivesse entrando na roda de viola:

Engaje em discussões nos grupos do seu setor. Compartilhe sua expertise e conecte-se com pessoas que demonstram interesse nos mesmos tópicos.

7. Use o LinkedIn Sales Navigator (se a verba permitir o “upgrade do cafezinho”):

Para quem busca leads e oportunidades de negócio, o Sales Navigator oferece filtros ainda mais avançados e ferramentas de pesquisa direcionadas.

Pagar o LinkedIn Sales Navigator é como turbinar seu carro de vendas com nitro e um GPS super preciso: você ganha filtros de busca ultraespecíficos para achar seus clientes ideais (adeus, “achismos!”), recebe alertas em tempo real sobre as atividades deles (tipo um espião corporativo do bem!), desbloqueia um número generoso de perfis para visualizar (chega de “ops, limite atingido!”), e ainda tem ferramentas para organizar seus leads e interagir de forma mais inteligente (transformando aquele “oi, tudo bem?” genérico em algo realmente relevante).

Quero saber de você: eu vi o Sales Navigator em total operação no último curso de Account Based Marketing que fiz na ESPM e achei impressionante, mas ainda não testei a ferramenta. Se você já usou, conta um pouco nos comentários o que achou e qual dica pode dar para ter melhores resultados com ela.

Por fim: Lembre-se, encontrar as pessoas certas no LinkedIn para, finalmente, ter seu tão desejado lead é como encontrar o melhor pastel na feira: requer um pouco de busca, atenção aos detalhes e, às vezes, experimentar diferentes “barraquinhas” (perfis) até achar o que você procura! Boa sorte na sua busca! 😉

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